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Sacrifício de animais – Vítimas da ciência

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Sacrifício de animais – Vítimas da ciência

Direitos dos bichos. Até onde o ser humano tem direito de se apoderar da vida de outro ser, ainda que diferente de si? Qual é o limite? Só o próprio indivíduo pode determinar. Por esse motivo é momento de discutir mais, refletir, encontrar caminhos para salvar a vida das verdadeiras vítimas dessa história.

Alguns professores do curso de medicina afirmam ser impossível ensinar o manejo do bisturi e todas as técnicas cirúrgicas através de realidade virtual ou programas de computador. Os estudantes passam por várias etapas de treinamento. Há relatos de que praticam primeiro com laranjas, luvas de borracha e só depois de muito treino, começam a trabalhar com animais. Segundo informes, o treinamento tem que ser assim. As informações dos professores são de que tudo é feito dentro de conceitos éticos universais, nenhum animal passa por qualquer sofrimento. Afirmam que eles são anestesiados e depois do trabalho, as vítimas são submetidas a eutanásia. Tudo sem sofrimento ou dor.

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Segundo artigo publicado no jornal universitário da UFSC, durante um semestre são aproximadamente 300 cachorros, ou seja, 300 vítimas que passam pelas mãos dos alunos da medicina. São cachorros de rua da cidade de Curitiba, comprados especialmente para servirem de cobaias. Destes, metade ficam vivos, desde que estejam servindo a alguma experiência. Os outros viram lixo.

O aluno Huang Hee Lee, da 11º fase da UFSC, declara que as pessoas não devem olhar radicalmente para um lado só. Há que ver os dois lados. Para ele, a atividade com os animais é uma forma de garantir uma ação mais eficaz no trato com o humano. Huang Lee não julga que esta forma de atividade torne o médico mais frio diante da vida, ao contrário, “dá mais equilíbrio”. Ele argumenta a utilização dos animais porque “não há outro jeito e usá-los como experimentação faz com que a probabilidade de erro num corpo humano seja bem menor”.

A professora do Departamento de Ecologia e Zoologia , Paula Brugger, diz que não há dúvida de que todos os processos éticos são utilizados no tratamento com os animais dentro da UFSC. Mas para ela, é preciso superar a esta ética. “O que acontece é que a nossa cultura legitimou separar o homem da natureza, considerando os demais seres vivos como objetos a seu serviço, meros recursos, prontos para o uso. Isso tem que mudar. Se a gente se horrorizar diante destas práticas, as alternativas surgem”, defende. Ela aponta que existem povos chamados de primitivos que vêm os animais como seres sagrados, tão sagrados como a vida humana. “E eles são os primitivos”, ironiza.

Fonte: Bicho de rua – Elaine Tavares Jornalista da Agecom/UFSC (Artigo Publicado no Jornal Universitário).

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