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Moradora da Cracolândia só aceita internar encontrando lar para seu gato

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Moradora da Cracolândia só aceita internar encontrando lar para seu gato

No último domingo (21), o prefeito de São Paulo – João Doria (PSDB), em parceria com o governo do estado de São Paulo, deflagrou uma ação na Cracolândia para acabar com o consumo e tráfico de drogas na região.

Desde então, o Programa Redenção começou a internar viciados em crack de forma voluntária na antiga Cracolândia. No último sábado, nove viciados em crack foram levados de ambulância, sendo que a última delas, foi Letícia F. (33 anos), que somente aceitou ser internada, caso seu gatinho ficasse em boa mãos.

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Mulher da Cracolândia aceita internar ao encontrar lar para gato

“Cuida bem do meu gatinho”, disse ela, ao ser levada para o Hospital Santa Marcelina, na Zona Leste de São Paulo. O assistente social que cuidou dela, acabou ficando como responsável pelo seu gatinho.

Sua mãe e o seu padrastro vieram de São José do Rio Preto para acompanhar a internação de Letícia, que já morava há quatro anos na região que era conhecida como Cracolândia, em São Paulo – SP.

Confira o depoimento de Roseli, a mãe de Letícia à Veja São Paulo:

“Ontem eu liguei para os assistentes sociais para saber da minha filha, fiquei preocupada ao ver o noticiário sobre as mudanças ocorridas aqui na região. Fiquei então sabendo ela estava no dentro da Praça Princesa Isabel, para onde se mudaram os usuários que ficavam dentro do fluxo. Depois, mais tarde, me ligaram contando que ela tinha interesse em ser internada. Fiquei feliz. Ela impôs uma condição. Minha filha agora andava com um gato chamado Brisa. Estão juntos tem uns dois meses, segundo me contou. Ela queria dar um paradeiro para o animal, assim poderia seguir em paz para uma clínica. Concordamos, claro.

Cheguei hoje por volta do meio-dia aqui na Luz. Fiquei surpresa em ver as ruas policiadas e vazias, sem os usuários. Mas daí eu fui até a Praça Princesa Isabel procurar a minha menina, me deparei com a realidade triste do vício.

Eu tenho uma neta de 7 anos, que hoje vive com a avó paterna. O ex-marido da minha filha também é viciado em droga. Meu plano é conseguir, por meio de uma autorização judicial, que ela consiga uma vaga em uma clínica no interior. A Letícia já foi internada à força e de forma voluntária, em um total de oito vezes. Agora, sinto que ela vai vencer.

O gato Brisa ficou apegado demais ao assistente social que encontrou a minha filha. Ele vai levá-lo para a sua casa. Vou voltar para Rio Preto com o coração cheio de esperança.”

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Via Veja SP

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