| Tudo sobre Cães e Gatos

Leishmaniose canina: o que é, como prevenir e tratar

1.1K 3
Leishmaniose canina: o que é, como prevenir e tratar

Recentemente, o aumento do número de casos de leishmaniose canina tem acendido o alerta no Brasil. Em Porto Alegre, a doença já matou três pessoas.

Afinal, o que é a leishmaniose canina, quais são os sintomas e como podemos tratá-la?

Leia também:

10 motivos para NÃO dar ossos para o seu cãozinho

Curiosidades espetaculares sobre os cães

Gases em cães: o alimento pode ser a principal causa

Protetores de animais – Anjos voluntários

O que é a leishmaniose

A leishmaniose é uma doença infecciosa que não é contagiosa. Ela é causada por parasitas do gênero Leishmania. A transmissão acontece quando cães, gatos ou animais silvestres, e inclusive os seres humanos são picados por insetos hematófagos infectados (“mosquito palha” ou “birigui”).

Existem dois tipos de leishmaniose:

  • leishmaniose tegumentar (ou cutânea) – A doença provoca feridas na pele, também é conhecida por “ferida brava”.
  • leishmaniose visceral – Ela ataca órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea.

Sintomas da leishmaniose canina

Podem ocorrer desde emagrecimento, perda de pelos, fraqueza, feridas, gânglios inchados, crescimento das unhas exagerado, anemia, entre outros. Especificamente nos órgãos internos pode ocorrer o crescimento do fígado, por exemplo.

Lembramos que o diagnóstico preciso da leishmaniose canina apenas pode ser realizado por um médico veterinário, que realiza exames de sangue e citológicos, através da amostra de tecidos do animal.

Como prevenir e tratar a leishmaniose canina

Aqui no Brasil existe uma vacina contra a Leishmaniose Visceral Canina, e possui uma proteção acima de 92%. Portanto, manter a vacinação em dia é muito importante.

Outras medidas podem ser adotadas pelo dono do animalzinho, como uso de inseticida no ambiente ou até mesmo através do uso de repelentes, e inclusive existem até coleiras com essa funcionalidade.

Entretanto, se o seu animalzinho já foi infectado, saiba que é possível tratá-lo através de medicamentos de uso oral, que podem ser manipulados em farmácias.

Em Porto Alegre, há divergências de posicionamento:

A veterinária Marilda Machado de Oliveira defende que há possibilidade de tratamento para a doença evitando a eutanásia. “Existe, sim, o controle e o tratamento para o cão. Ele deixa de ser um reservatório ativo”.

Enquanto isso, de acordo com matéria veiculada no G1, o secretário municipal da saúde de Porto Alegre – Enzo Harzheim afirma: “O tratamento por si só da leishmaniose canina não é suficiente. A bula diz isso. O cão continua com o parasita no sangue, continua ativo. Alguns cães têm melhora clínica, mas outros não melhoram”.

Erno Harzheim ainda ressaltou que o dono do cão ou entidades que assumam a responsabilidade pelo animal devem adotar algumas medidas, e as principais são as seguintes, em Porto Alegre:

  • realizar acompanhamento por médico veterinário privado;
  • chipagem do animal;
  • coleira repelente;
  • manter os cães a pelo menos 500 m de distância de áreas de mata nativa;
  • manutenção do tratamento;
  • apresentação de exames a cada quatro meses

Lembrando que a fiscalização dessas regras fica a cargo da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde.

A questão polêmica da eutanásia dos cães ainda está sendo amplamente debatida no Brasil inteiro. Portanto, cuide bem do seu animalzinho, para ele não seja infectado pela leishmaniose canina.

Gostou do conteúdo? Curta nossa fanpage, siga-nos no Instagram e receba dicas e notícias nas redes sociais.

Comentários no Facebook